CAPÍTULO IV

Voltar da turnê pra casa foi realmente chato, na verdade, apesar da época de natal estar se aproximando. Nós havíamos sentido durante o tour que Johan não havia-se encaixado bem na banda, a nível pessoal, então decidimos cortá-lo também. Na época em que isso aconteceu, Anders havia viajado ao Brasil de férias, então a decisão de despedir Johan foi somente minha e do Peter. Quando Anders finalmente me ligou do Brazil, eu estava ansioso para contar a ele a novidade, e também que havíamos agendado o Fredman studios para a gravação do terceiro disco. Mas ele tinha novidades ainda maiores: “Vou me mudar para o Brasil. Estou saindo da banda”.!! Sinceramente, eu chorei, pois ele e eu havíamos começado tudo isso, e então houve um pequeno período de tempo em que o Opeth havia acabado.

No entanto, mudei de idéia, pois o material novo que tínhamos era simplesmente foda! Nós começamos a postar anúncios para bateristas/baixistas, e quase imediatamente fomos contatados por Martin Lopez, um tremendo fã do Opeth! Fizemos uma audição com ele, e ele pareceu ser um baterista competente, então demos um passo além, e o testamos no estúdio também.
Sua primeira gravação com o Opeth é “Remember tomorrow”, do Iron Maiden, gravada em 1997. Mais tarde, o amigo dele, Martin Mendez, completou a última peça do quebra-cabeça, tornando-se o novo baixista. Nós não havíamos tido tempo de testá-lo antes das gravações do terceiro álbum, então decidi gravar as linhas de baixo para o disco eu mesmo.
My arms your hearse foi gravado no Fredman studios em agosto/setembro de 1997, e é provavelmente o nosso melhor trabalho até agora! Em dezembro de 1997, voltamos ao Reino Unido para alguns poucos (mas bem sucedidos) shows. Um dos quais foi junto com o Cradle of Filth no LA2, em Londres.
Essa foi também a época dos nossos últimos dias com a Candlelight Records. Lee Barret, fundador do selo, e um ótimo amigo (ainda é), decidiu desistir de tudo e vendeu sua porção da empresa aos caras que a administram hoje em dia.

Nós tínhamos problemas com algumas das pessoas com quem trabalhávamos, então quando Lee foi embora, não tínhamos mais ninguém em quem confiar, basicamente. Além disso, nós já havíamos cumprido com a nossa parte do acordo e gravado os 3 álbuns que deveríamos. Estávamos em negociação com diversos outros selos para o quarto álbum, mas no final acabamos com a lendária Peaceville Records, do Hammy. Isso foi /é uma baita coisa para mim, um antigo fã de death metal assinando com um dos grandes selos clássicos. E o fato de que eles tinham uma relação íntima com a Music For Nations só ajudou. Assinamos o contrato imediatamente.

O Fredman studios estava agendado para o meio de março, mas tivemos que adiantar tudo um mês devido à mudança do estúdio. Por causa disso, “Still Life” foi ensaiado com a banda completa apenas duas vezes, então basicamente, eu não fazia a menor idéia de como as faixas iriam soar. Foi um experimento audacioso, eu acho, mas o resultado foi de fato muito bom. Este foi o primeiro álbum para o nosso baixista, Martin Mendez, então acho que é um disco muito especial para ele. Para o resto de nós, foi apenas trabalho entediante na sala de mixagem.
Eu e os caras costumávamos matar trabalho em razão do nosso recente vício em Playstation. Nós jogamos todo o Resident Evil 2, bem como alguns jogos de futebol. No entanto, um dia no Fredman custa em torno de 3.500 Skr (coroa sueca), então foi um tempo caro que gastamos em... nada!
O lançamento do álbum estava agendado para o final de setembro, início de outubro, e nós havíamos contatado Travis Smith para fazer a arte. Eu sabia que ele não acabaria a tempo, e claro, o lançamento teve que ser adiado para 4 de outubro, e depois novamente para 18 de outubro. Esta é provavelmente a data que o álbum sairá, definitivamente!

Eu e meu grande amigo, Jonas (do Katatonia) saímos de férias na Inglaterra. Basicamente só diversão, beber cerveja, comprar discos e merdas desse tipo.
Nós também havíamos planejado encontrar com Hammy e Lisa na casa deles em Yorkshire. Acabamos ficando pr lá 5 dias. Realmente nos divertimos munto, e eu também conheci as pessoas com quem iríamos trabalhar. Também visitamos o estúdio Academy, aonde My Dying Bride estava gravando seu novo disco. Conhecemos os caras que, aparentemente, gostavam do Opeth.
De qualquer forma, conhecemos os caras da banda, que eram pessoas legais, e finalmente começamos a conversar sobre fazer uma turnê juntos. Já que éramos duas bandas da Peaceville, ambas com álbuns sendo lançados no mesmo mês. É a situação ideal. Não está confirmado ainda, mas eu sei que uma turnê está sendo preparada, e provavelmente será feita em janeiro/fevereiro de 2000. Esta será, se acontecer, a nossa primeira turnê desde o Morningrise European tour em 1996. Então, veja se você aparece quando nós formos à SUA cidade...***


Traduzida por Orchid - exclusivo Opeth Brasil.