CAPÍTULO VI

Bem, bem, o quê pode-se dizer depois de tudo que passamos desde o lançamento de “Blackwater Park”. Tão de repente nós somos altamente reconhecidos e respeitados, com nossa credibilidade batendo no teto. “BWP” fez tanto por nós. Tão de repente nos foram oferecidas diversas oportunidades de turnês, e nós chegamos até mesmo a fazer a nossa primeira turnê pela europa como headliners. Sem exceção, em todos os lugares que fomos, fomos recebidos de braços abertos, e o público crescia cada vez mais.
Nós aparecemos em algus dos mais famosos festivais de verão, mesma coisa por lá. Não importava se tocávamos no meio da noite. Nossos fãs estavam lá, e ficavam malucos! O termo pomposo: “Vocês estão entrando na elite agora” tão de repente sendo aplicado ao Opeth. Apesar da “elite” no metal ser comparável à cena do pop/rock. Ainda sim, um grande passo para nós. Nós fizemos a nossa primeira turnê pelos Estados Unidos. Ainda sim, tenho ótimas lembranças daquela turnê. Na verdade, eu acho que é a melhor coisa que eu já experimente. Nós dividimos um ônibus primeiro com o Amorphis (8 shows mais ou menos) e depois com o Nevermore (5 semanas???).

Estávamos fazendo festa como nunca antes. Warrel (vocalista do Nevermore) e eu estávamos nos acabando. Vodka todas as noites. Eu estive bêbado com toda certeza, em cada uma das noites daquela turnê. Eu ganhei um apelido que significa “mendigo” ou algo parecido, dos Martins, e desde então, toda a vez que eu fico um pouquinho alto, alguém me chama daquilo. Eu não uso nenhuma outra droga, então álcool é o meu vício, por assim dizer.
De qualquer forma, tenho lembranças de todos os shows nos EUA, bons ou maus. Talvez Los Angeles ou Chicago foram os melhores, apesar do fato de que Atlanta, Nova York e todos os shows Canadenses foram ótimos!

Voltar pra casa não nos trouxe descanso algum, já que tínhamos alguns festivais agendados. Wacken na Alemanha, Waldork na Holanda, Eurorock na Bélgica, Hultsfred na Suécua, Quartz na Noruega e outros. Aqueles foram dias agitados para a banda que não costumava ter qualquer show agendado.
A turnê européia, apesar de boa como um todo, não chegou nem perto do que havíamos experimentado nos EUA. Parcialmente porque tivemos problemas sérios nas rotas, significando que ficamos vários dias fora, sem dinheiro ou qualquer coisa. Depois de aguns dias, definitivamente havia tensão no ônibus entre as bandas e o empresário da turnê. Katatonia (os nossos melhores amigos nos negócios) estavam enfurecidos (como sempre) e nós tentamos cuidar deles da melhor forma possível, mas não é exatamente fácil quando você próprio não está nos seus melhores dias. De forma geral, porém, a turnÊ foi boa e nos fez perceber que éramos uma banda principal, e que no futuro, as coisas iriam mudar em nosso benefício. Os melhores shows dessa turnê foram em Milão na Itália e Londres no Reino Unido.

Em um dos quatro shows, em Bradford/UK, nosso selo havia acertado um encontro com um certo Andy Farrow, que era presidente da Northern music management. MFN, basicamente havia exigido que encontrássemos um bom empresário, então após uma breve reunião, havíamos encontrado um. * * *


Traduzida por Orchid - exclusivo Opeth Brasil.